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O que te levou ao BURNOUT?

  • 7 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de mai.

Você é uma das pessoas que se encontra na estatística brasileira que possuem doenças do trabalho?


Em 2024, estima-se que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofram de síndrome de burnout (Jornal USP, 2024). E, segundo estudos da Previdência Social Brasileira, se sugere que o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em casos de burnout, superado somente pelo Japão, que tem um índice de 70%. Veja abaixo a escala crescente de solicitações de afastamento pelo INSS de 2020 até 2024.  Foram mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2024, representando um aumento significativo em relação a anos anteriores. 


Imagem de um artigo do Jornal G1 - Trabalho e Carreira por Poliana Casemiro e Rayane Moura.
Imagem de um artigo do Jornal G1 - Trabalho e Carreira por Poliana Casemiro e Rayane Moura.

Sabe-se que o significado do que é trabalho tem se transformado de maneira intensa desde a década de 90, com a chegada da era tecnológica. Mas após a pandemia, parece que não só o significado mudou, mas a mudança de ambiente de físico para remoto/hibrido também tem contribuído para os elevatórios índices de doença. Para quem não sabe o que é Burnout, esses são os principais sintomas:


Imagem retirada do site do Ministério da Saúde.
Imagem retirada do site do Ministério da Saúde.

Normalmente esses sintomas surgem levemente, e por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser algo passageiro, mas caso não preste atenção aos padrões eles tendem a piorar com o passar dos dias e podem levar até mais de 5 anos para alguém se restabelecer emocionalmente caso isso não seja tratado me maneira apropriada. Para evitar problemas mais sérios e complicações desta doença, é fundamental buscar apoio de profissionais como psiquiatras, psicólogos, etc. De acordo com alguns estudos, esses são os fatores que contribuem para o desenvolvimento dessa doença:


  • Alta carga de trabalho: longas jornadas de trabalho (acima de 8h), acúmulo de funções, metas inalcançáveis em busca de grandes contribuidores. 

  • Falta de reconhecimento: motivação é cumprir metas e não desenvolver planos de carreiras e salariais. 

  • Clima e Cultura organizacional ruim: ambiente de trabalho sem apoio, comunicação violenta, falhas contínuas em processos, competição excessiva e valorização da proatividade sem plano de carreira. Foco em um profissional que faz tudo, e não especializado. 

  • Falta de suporte emocional: falta de suporte por parte da empresa em estratégias de estresse.

  • Baixa remuneração: a falta de reconhecimento financeiro.

  • Insalubridade: trabalho em condições inadequadas físicas aumenta a tensão e o risco de problemas de saúde. 


É importante ressaltar que a síndrome de burnout é um problema multifatorial e a combinação de vários desses fatores pode levar ao esgotamento. Visualizando esse cenário, o Ministério do Trabalho anunciou a atualização da NR-1, norma que traz as diretrizes de saúde no ambiente de trabalho.


A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout são atitudes que auxiliam na redução do estresse. Hábitos saudáveis são os que evitam o desenvolvimento da doença, assim como ajudam a amenizar os sintomas já existentes. Veja algumas sugestões abaixo:


  1. Definir limites e pequenos objetivos na vida profissional e pessoal ajuda na compreensão do que mais amplifica o estresse;

  2. Realizar atividades físicas como lazer e rotina;

  3. Aprender a gerir o tempo, reorganizando o sendo de urgência e prioridades dos afazeres profissional e pessoal.

  4. Evite o contato com pessoas “negativas”, especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros;

  5. Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo;

  6. Evite o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental.

  7. Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.


Agora que você já sabe o que é a Síndrome de Burnout e como ela impacta milhares de brasileiros, não deixe de se cuidar! Caso apresente um ou mais dos sintomas relatados, busque ajuda profissional. Há tratamento e a sua qualidade de vida pode melhorar bastante. Uma forma de você descobrir se você faz parte desses índices é realizando uma avaliação psicológica. Com esse resultado, você pode descobrir qual o grau de estresse que você tem vivido no seu trabalho e se você se encontra em uma situação de risco de saúde mental.

 
 
 

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